Parentes próximos de Daniel Vorcaro, que comanda o Banco Master, registram débitos superiores a R$ 8 milhões junto ao governo federal, vinculados a meia dúzia de companhias que compõem o conglomerado familiar. Henrique Moura Vorcaro, o pai, e Natália Vorcaro Zettel, a irmã, foram investigados pela Polícia Federal durante a segunda etapa da Operação Compliance Zero, realizada na quarta-feira passada, dia 14. Essa ofensiva examina possíveis irregularidades em fundos de investimento gerenciados pelo Master. No mesmo dia, Fabiano Zettel, esposo de Natália, foi detido ao tentar sair do Brasil em uma aeronave privada, sendo solto logo em seguida.
Os registros na dívida ativa federal incluem 13 entradas, das quais sete envolvem ambos, uma exclusiva de Natália e cinco somente de Henrique. Esses valores referem-se a obrigações fiscais como contribuições ao PIS e Cofins, além de impostos sobre o lucro corporativo via Imposto de Renda Pessoa Jurídica.
O maior volume, próximo de R$ 5,8 milhões, liga-se à Mercatto Corporações Imobiliárias, onde Henrique atua como sócio e a Multipar como acionista principal. Essa holding, liderada por Henrique e gerida por Natália, representa o núcleo do grupo Vorcaro, local onde Daniel iniciou sua trajetória profissional.
O executivo também passou por outras duas entidades endividadas: a Pacific Realty, dedicada a aluguéis imobiliários, e a PQS Empreendimentos Educacionais, focada em materiais didáticos. Todas essas firmas compartilham o mesmo endereço em Vila da Serra, um distrito de luxo em Nova Lima, na Grande Belo Horizonte.
No mesmo ponto opera a Eukaryota Participações, uma S.A. presidida por Henrique e dirigida por Natália, com um débito de R$ 7 mil atribuído apenas a ela. Henrique responde sozinho pelas pendências da PQS, da Mercatto Consultoria Imobiliária e do Tropical Clube de Minas Gerais – esta última sem conexões diretas com outros familiares ou holdings do clã.
Atualmente, todos os 13 débitos têm sua cobrança suspensa, permitindo que os envolvidos mantenham status de regularidade fiscal para fins de negócios e financiamentos. Os prazos para quitação expiram ainda neste mês. Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que administra esses passivos, a persistência da inadimplência pode levar a ações judiciais e bloqueio de patrimônio.









