Relatos de testemunhas no Irã apontam para agressões sexuais contra adolescentes detidos, enquanto autoridades exigem pagamentos de até 10 bilhões de rials para que famílias retirem os corpos de manifestantes mortos. O Conselho Nacional de Resistência do Irã informou à Fox News Digital, nesta quarta-feira, que a crueldade persiste em todo o país, com prisioneiros supostamente executados e seus restos incinerados. Essas denúncias surgem no momento em que o regime alega ter debelado as semanas de distúrbios que abalaram a nação.
Os protestos explodiram em 28 de dezembro, impulsionados por insatisfação com a opressão política, dificuldades econômicas e violência estatal, espalhando-se rapidamente. O procurador-geral Mohammad Movahedi declarou, pela agência Mizan, que “a sedição terminou”, atribuindo o fim à ação oportuna da população, conforme noticiado pelo The New York Times. No 25º dia de agitação, a agência Human Rights Activists News Agency registrou 4.902 mortes confirmadas, 9.387 óbitos em análise e 26.541 prisões.
A Rede de Direitos Humanos do Curdistão, sediada na França, relatou que algumas famílias enfrentaram ameaças para culpar os próprios manifestantes pelas mortes, com cerimônias fúnebres sob vigilância pesada. Dois detidos, incluindo um de 16 anos, denunciaram abusos sexuais por forças de segurança em Kermanshah. Ali Safavi, do NCRI, mencionou que detidos foram forçados a se despir para inspeção de ferimentos por projéteis, e corpos de vítimas foram queimados.
Confrontos noturnos prosseguiram em cidades como Kermanshah, Rasht e Mashhad, onde unidades do IRGC entraram em combate com manifestantes. Safavi enfatizou que o regime mantém o poder por meio de repressão sangrenta, sem espaço para mudanças pacíficas, evocando o massacre de 1988, quando 30 mil opositores foram executados por ordem de Khomeini.









