Em uma postagem no Truth Social nesta quinta-feira, o presidente Donald Trump comunicou a revogação do convite ao Canadá para integrar o recém-criado Conselho de Paz, descrito por ele como o mais ilustre grupo de líderes já reunido. A mensagem foi dirigida ao primeiro-ministro canadense Mark Carney, destacando que a nação vizinha não mais participaria da iniciativa.
O anúncio veio logo após a apresentação oficial do conselho durante um discurso e cerimônia de assinatura no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, onde Trump esteve ao lado de representantes de América Latina, Europa, Oriente Médio e Ásia Central e Sudeste.
A decisão reflete tensões recentes, após Trump afirmar na véspera que os Estados Unidos deveriam assumir o controle de Greenland para erguer um sistema de defesa antimísseis “Golden Dome”, capaz de proteger inclusive o Canadá, que, segundo ele, se beneficia amplamente da segurança americana sem devida retribuição. “Eles recebem muitas vantagens de graça. Deveriam ser gratos”, observou Trump, criticando declarações recentes de Carney.
Embora Carney não tenha citado Trump diretamente, ele alertou para o colapso da ordem internacional baseada em regras, com potências usando influência econômica e de segurança para pressionar aliados. O líder canadense defendeu que nações médias como o Canadá precisam diversificar alianças e priorizar soberania coletiva.
Trump presidirá o conselho, que contará com figuras proeminentes como seu genro Jared Kushner, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e o bilionário Marc Rowan. Convites foram estendidos a Rússia, Bielorrússia, França, Alemanha, Vietnã, Finlândia, Ucrânia, Irlanda, Grécia, Israel e China.









