Solen Feyissa / Wikimedia Commons

A gigante chinesa de tecnologia ByteDance selou um acordo para manter o TikTok em operação nos Estados Unidos, resolvendo uma disputa que durava seis anos sobre o controle estrangeiro da plataforma. O anúncio veio na noite de quinta-feira, após uma lei aprovada pelo Congresso no ano anterior ameaçar o banimento do aplicativo, embora o presidente Donald Trump tenha adiado a medida para permitir negociações.

Desde 2019, ações judiciais e iniciativas bipartidárias no Legislativo visavam proibir o app, motivadas por temores de que Pequim o utilizasse para coletar dados e vigiar cidadãos americanos. Influenciadores digitais, que construíram carreiras na rede, e o próprio Trump resistiram ao bloqueio total, priorizando uma venda que preservasse a atividade no país.

Pelo novo arranjo, surge uma versão americana do TikTok, com 80% das ações nas mãos de investidores internacionais. A empresa listou os principais: Oracle, como maior acionista externo ao lado da firma emirati MGX e da americana Silver Lake, cada um com 15%. A ByteDance retém 19,9%. Outros participantes incluem o escritório familiar de Michael Dell, afiliadas de Susquehanna International Group, Alpha Wave Partners, Revolution, Dragoneer, General Atlantic, a fundação de Yuri e Julia Milner, e NJJ Capital, de Xavier Niel.

A Oracle assumirá a gestão de todos os dados de usuários nos EUA, com foco em privacidade e cibersegurança. A joint venture TikTok USDS promete proteger informações, aplicativos e algoritmos por meio de políticas rigorosas de moderação e relatórios transparentes, auditados por terceiros.

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