Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após três anos à frente do Executivo federal, a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou mais um fechamento negativo nas finanças centrais, que englobam Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social. O rombo acumulado em 2025 chegou a R$ 61,7 bilhões, correspondendo a 0,48% do PIB, com um aumento de 12% sobre o ano anterior, já ajustado pela inflação.

O objetivo fiscal estabelecido para o período era de equilíbrio, com tolerância de até 0,25% do PIB em qualquer direção. Para se enquadrar nessa faixa, o governo excluiu do balanço oficial despesas que somaram R$ 48,7 bilhões, evitando assim penalidades por descumprimento. Sem essas deduções, o saldo negativo cairia para R$ 13 bilhões, ou 0,1% do PIB, mantendo-se tecnicamente dentro do limite.

Entre os itens desconsiderados estão R$ 41,2 bilhões em precatórios pendentes, R$ 2,8 bilhões em compensações a aposentados vítimas de irregularidades no INSS, R$ 2,2 bilhões em gastos temporários com saúde e educação, além de R$ 2,5 bilhões destinados à defesa. Esse padrão de resultados adversos persiste desde 2014, com exceção de 2022, marcando um ciclo prolongado de instabilidade nas contas nacionais.

Icone Tag

Possui alguma informação importante para uma reportagem?

Seu conhecimento pode ser a peça-chave para uma matéria relevante. Envie sua contribuição agora mesmo e faça a diferença.

Enviar sugestão de pauta