Jair Bolsonaro

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Uma articulação discreta tem ganhado tração entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, representantes do governo federal e integrantes do Supremo Tribunal Federal para alterar o regime de sua detenção. Relatos do jornal O Globo indicam que essa iniciativa se intensificou após a determinação do ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito sobre a alegada tentativa de golpe, de realizar uma perícia médica urgente.

O exame, conduzido por três especialistas da Polícia Federal na ala especial da Papuda conhecida como Papudinha, onde Bolsonaro cumpre pena, deve ser concluído em até dez dias. O documento avaliará se as condições atuais de custódia agravam problemas de saúde do ex-mandatário, abrindo possibilidade para o regime domiciliar.

Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, tem liderado os contatos, com abordagem reservada. No dia 15 de janeiro, ela se reuniu com Moraes, após intermediação do ministro Gilmar Mendes, que expressou concordância com a transferência por razões médicas, embora a decisão final caiba ao relator. O ministro Kassio Nunes Marques também transmitiu apoio a Moraes pela mesma via.

A preocupação com o bem-estar de Bolsonaro se agravou após o falecimento de Cleriston Pereira da Cunha, detido pelos eventos de 8 de janeiro, que sofreu um mal súbito na Papuda em 2023. No mesmo dia da reunião, advogados e congressistas recorreram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, solicitando proteções urgentes, argumentando que o ex-presidente, idoso e com comorbidades, enfrenta riscos incompatíveis com o ambiente prisional.

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