Gianni Infantino, presidente da Fifa, defendeu o fim da suspensão de quatro anos aplicada à Rússia em competições internacionais de futebol. Ele argumentou que a medida não produziu efeitos concretos e apenas fomentou maior frustração e animosidade entre as partes envolvidas. Desde fevereiro de 2022, quando o país invadiu a Ucrânia, tanto os clubes russos quanto a seleção nacional permanecem impedidos de participar de torneios organizados pela Fifa e pela Uefa.
Em entrevista à Sky Sports, Infantino destacou que permitir a participação de meninos e meninas russos em jogos disputados em outros países europeus poderia gerar benefícios práticos. Ele sustentou que a entidade não deveria excluir nações do futebol em razão de decisões políticas adotadas por seus governantes e enfatizou a importância de preservar canais de comunicação abertos.
O ministro do Esporte da Ucrânia, Matvii Bidnyi, rebateu as declarações, classificando-as como irresponsáveis e infantis. Ele criticou a abordagem por dissociar o esporte da realidade de conflitos onde crianças perdem a vida.
O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, manteve posição contrária à reintegração imediata, condicionando qualquer mudança ao término da guerra na Ucrânia, conforme já havia declarado em abril do ano anterior durante o Congresso da entidade.
Infantino ainda justificou a decisão da Fifa de entregar um prêmio relacionado à paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026. Ele afirmou que a organização deve promover iniciativas em favor da paz global e reconhecer publicamente aqueles que atuam nesse sentido, considerando que Trump atende a esse critério de forma objetiva.

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