As projeções do mercado financeiro para a taxa básica de juros voltaram a subir em 2026, com a Selic estimada em 12,13% para o fim do ano, conforme o Boletim Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira, 9. O indicador, que antes estava em 12%, reflete preocupações com a estabilidade fiscal em meio a políticas expansionistas do governo.
Para 2027, a estimativa permaneceu em 10,5% pela 56ª semana consecutiva, tanto na mediana geral quanto nas 38 projeções mais recentes. As expectativas para 2028 e 2029 seguem inalteradas em 10% e 9,5%, respectivamente.
Em janeiro, o Copom manteve a Selic em 15% pela quinta reunião seguida, mas indicou possível início de cortes em março, condicionada à confirmação do cenário econômico. O comitê enfatizou a necessidade de restrição para convergir a inflação à meta, projetada em 3,4% para 2026 e com variação de 3,2% no terceiro trimestre de 2027.
O IPCA acumulou 4,26% em 2025, abaixo das previsões do Focus (4,31%) e do BC (4,4%). A meta contínua de inflação, centrada em 3% com tolerância de 1,5 ponto, reforça a importância de controle rigoroso para evitar descumprimento por seis meses seguidos.
A cotação do dólar para 2026 caiu de R$ 5,42 para R$ 5,41, ante R$ 5,50 há um mês. Para 2027, manteve-se em R$ 5,50 pela quinta semana. O PIB para 2026 segue estimado em 1,82%, com leve alta para 1,87% nas projeções recentes.








