Líderes da Ordem dos Advogados do Brasil pressionaram o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, em reunião nesta segunda-feira, 9, para encerrar investigações sem fim como o inquérito das fake news, aberto há sete anos e conduzido por Alexandre de Moraes. A entidade reforçou um pedido formal de fevereiro, alertando para a ilegalidade de processos sigilosos e perenes, iniciados sem base no Ministério Público ou na Polícia Federal, que acabam por ameaçar liberdades individuais e o devido processo legal.
A OAB também cobrou rigor nas apurações da Operação Compliance Zero, que expôs ligações suspeitas entre autoridades e o Banco Master, defendendo transparência para preservar a confiança nas instituições. Fachin ouviu ainda demandas para revisar restrições a sustentações orais e garantir divulgação em tempo real de votos em sessões virtuais, medidas vistas como essenciais para equilibrar o poder judiciário.
O encontro, na sede do CNJ em Brasília, reuniu o presidente da OAB, Beto Simonetti, diretores e representantes das 27 seccionais, além do conselheiro Ulisses Rabaneda. A iniciativa reflete crescentes críticas ao uso excessivo de inquéritos como ferramentas de controle, que minam a ordem constitucional e a separação de poderes.








