O governo Lula intensificou seus esforços para evitar uma greve dos caminhoneiros que poderia causar um colapso logístico no país. A ação coordenada visa conter o movimento e mitigar o impacto potencial nas eleições presidenciais de 2026.
Segundo a Revista Oeste, o ministro dos Transportes, Renan Filho, e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apresentaram um pacote de medidas rigorosas para fiscalizar o piso mínimo do frete. A iniciativa responde a um pedido direto das lideranças dos transportadores autônomos, que ameaçam suspender suas atividades em face do aumento dos combustíveis.
A estratégia do Palácio do Planalto busca impedir que a greve alcance a magnitude do locaute de 2018. Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, um dos principais líderes dos caminhoneiros, alertou que a categoria interromperá o escoamento da produção caso não receba um sinal claro do governo até o final da semana.
O Ministério da Fazenda direcionou sua atenção para o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), buscando pressionar os estados a reduzir temporariamente o ICMS sobre o diesel. A resistência dos governadores, que alegam prejuízo na arrecadação, é um obstáculo significativo.
O impasse ganha contornos políticos, considerando que diversos governadores de oposição, que buscarão a reeleição, se opõem a qualquer subsídio à popularidade do presidente Lula. Em contrapartida, o governo federal emprega a Polícia Federal para investigar supostos crimes contra a ordem financeira e já descontinuou os impostos federais PIS e Cofins.
A equipe de governo, liderada pela Casa Civil e com o apoio do marqueteiro Sidônio Palmeira, monitora o risco de desabastecimento com preocupação sobre as implicações nas eleições. A força-tarefa ministerial busca convencer a população de que o cumprimento da tabela de frete, definida há oito anos, exige uma vigilância punitiva contra empresas que não cobrem os custos de transporte.
Caso a sinalização do governo não seja eficaz, o país corre o risco de reviver a situação de prateleiras vazias e bloqueios em rodovias estratégicas.









