Gazeta do Povo / Reprodução

O governo federal está mobilizado para evitar uma possível greve dos caminhoneiros, desencadeada pelo aumento do preço do diesel. O ministro dos Transportes, Renan Filho, e o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizarão uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (18) para apresentar um pacote de ações.

O objetivo é intensificar a fiscalização do cumprimento da tabela de preços mínimos do frete e aumentar a punição para empresas que não seguem as regras. Segundo a Gazeta do Povo, a medida visa combater práticas abusivas no setor.

A ANTT já havia tomado uma atitude na segunda-feira (16), elevando em 7% o piso salarial do frete. Essa decisão, conforme a Gazeta do Povo, segue o protocolo estabelecido após a greve de 2018, que é acionado quando o preço do diesel ultrapassa 5%.

No entanto, a categoria busca mais do que apenas um endurecimento nas fiscalizações. Os caminhoneiros exigem o combate a preços excessivos nos postos de combustíveis, a isenção de pedágios para caminhões vazios e uma revisão na política de preços da Petrobras.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu à crise com a medida de zerar o PIS e o Cofins sobre o diesel e com a criação de um subsídio de até R$ 0,32 por litro, totalizando um investimento de R$ 10 bilhões. Além disso, o governo aumentou as tarifas de exportação para estimular o fluxo interno e proteger o investimento.

Apesar de receber o subsídio, a Petrobras anunciou um aumento de preço, conforme apurou a Gazeta do Povo. A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que o valor nas bombas subiu de R$ 6,10 para R$ 6,58.

A presidente da estatal, Magda Chambriard, justificou o reajuste, afirmando que o preço subiria R$ 0,70 por litro sem a aplicação da subvenção, enquanto a diferença entre a subvenção e o aumento anunciado foi de apenas R$ 0,38.

O aumento do preço do diesel está diretamente ligado ao conflito entre Irã e Estados Unidos, que resultou no fechamento do Estreito de Ormuz, uma importante rota de escoamento de petróleo. A expectativa de reabertura da passagem não há, intensificando a pressão sobre o setor de transportes.

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