Gazeta do Povo / Reprodução

O ex-presidente Michel Temer (MDB) manifestou nesta terça-feira (17) sua convicção de não ter arrependimento pela indicação do ministro Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Gazeta do Povo, o petente afirmou que a atuação do magistrado foi crucial para a realização das eleições de 2022.

“Considero que há exagero nas decisões do STF. No caso do ministro Alexandre, nomeei e não me arrependo”, declarou Temer durante o Fórum Pensa Brasil, promovido pela BandNews TV. O ex-presidente argumentou que, sem a intervenção de Moraes em momentos recentes, as eleições poderiam não ter ocorrido no país.

Temer ressaltou as qualidades jurídicas e pessoais do ministro Alexandre de Moraes, que presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na época das eleições de 2022. O petente mencionou as críticas direcionadas ao ministro em relação a processos como o inquérito sobre notícias falsas e a suposta tentativa de golpe de Estado.

“É interessante observar que a crítica não se limita aos meios de comunicação digitais. A imprensa brasileira, um setor de maior credibilidade, também questiona as decisões do Supremo”, afirmou Temer.

Sobre o andamento do inquérito das fake news, que atingiu o sétimo ano em 2026, Temer expressou otimismo, acreditando que o caso será encerrado em um curto espaço de tempo.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, acompanhou Temer no evento e diagnosticou a democracia brasileira como “doente”, embora consolidada. De acordo com a Gazeta do Povo, Kassab enfatizou a necessidade de aprimorar a relação entre o Judiciário e o Legislativo para garantir uma maior harmonia no país.

“Não podemos ignorar que o Judiciário, em diversas ocasiões, invade competências”, apontou o dirigente do PSD, citando como exemplo as ações relacionadas a emendas parlamentares.

Apesar da forte rejeição sofrida após o impeachment de Dilma Rousseff (PT), Temer relatou que sua popularidade como ex-presidente aumentou significativamente. “Eu não tive preocupação eleitoral, pois não visava uma reeleição. Fui um presidente impopular, mas, diante dessa impopularidade, realizei as reformas da Previdência e do Ensino Médio”, disse o ex-presidente.

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