Revista Oeste / Reprodução

Três indivíduos foram executados na quinta-feira, 19, na cidade de Qom, Irã, após serem condenados por envolvimento em protestos contra o governo e supostas atividades de espionagem.

Segundo a Revista Oeste, os homens, identificados como Mehdi Ghasemi, Saleh Mohammadi e Saeid Davudi, receberam a pena capital por terem sido considerados culpados pelo assassinato de dois agentes de segurança. A acusação adicional incluía a colaboração com Israel e os Estados Unidos.

A agência Mizan, ligada ao Judiciário iraniano, informou que os réus foram considerados culpados sob a acusação de moharebeh, um termo jurídico que abrange crimes contra a segurança pública, o Islã e espionagem. Os executados confessaram o uso de armas brancas durante as ações, conforme declarado pelo Judiciário.

A confirmação da sentença ocorreu após a aprovação pelo Supremo Tribunal, com a presença dos advogados de defesa. Os protestos que ocorreram em janeiro, buscando o fim da República Islâmica, foram duramente reprimidos, resultando em, segundo dados oficiais, 3.100 mortes. A HRANA, organização de direitos humanos dos Estados Unidos, aponta para um número superior, elevando a contagem a mais de 7.000 vítimas.

Estima-se que cerca de 53 mil manifestantes foram detidos durante os confrontos. A situação gerou pressão internacional, com os Estados Unidos solicitando a anulação das sentenças de morte. Em janeiro, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, relatou que 800 execuções previamente agendadas foram suspensas devido à atuação diplomática dos EUA.

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que o Irã realizou 1.500 execuções em 2025, um aumento de 50% em relação ao ano anterior. A situação continua tensa, com centenas de pessoas detidas sob suspeita de colaborar com Israel e os Estados Unidos, conforme declarado pelo chefe da polícia, Ahmad-Reza Radan, que mencionou 500 prisões por acusações de espionagem.

Adicionalmente, o governo iraniano confirmou a execução de um cidadão sueco, detido em junho do ano passado durante um conflito, acusado de espionagem para Israel. A ministra do Exterior da Suécia, Maria Malmer Stenergard, relatou que o homem, que se tornou sueco em 2019, foi executado após reuniões com agentes israelenses e treinamento em diversos países europeus e Tel Aviv. A Suécia tentou intervir, mas o Irã recusou acesso consular, negando o reconhecimento da cidadania sueca.

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