Revista Oeste / Reprodução

O presidente Donald Trump intensificou a retórica contra o Irã, prometendo a destruição do campo de gás South Pars, a maior reserva de gás natural do país. A declaração surge como resposta aos ataques realizados pela Guarda Revolucionária Iraniana contra a infraestrutura energética no complexo de Ras Laffan, no Catar.

Segundo a Revista Oeste, a estatal QatarEnergy reportou que a ofensiva de Teerã, ocorrida na madrugada de quinta-feira, 19, resultou em danos significativos às instalações. A situação tem gerado preocupação global, especialmente no que tange à segurança das rotas de navegação.

O Pentágono está avaliando o envio de milhares de soldados para a região do Golfo Pérsico. O objetivo é garantir a livre passagem pelo Estreito de Ormuz, via crucial para 20% das exportações energéticas mundiais. Como reportado pela Revista Oeste, o preço do barril do petróleo Brent subiu para US$ 114, representando um aumento diário de 6,19%.

O Irã, por meio da Guarda Revolucionária, classificou os ataques como um “grande erro” cometido pelos Estados Unidos e Israel. O governo iraniano emitiu advertências sobre a possibilidade de retaliação, ameaçando destruir instalações de aliados norte-americanos caso as ações persistam.

Atualmente, mais de 3.200 navios estão à espera de autorização para transitar na região, agravando a situação. Trump condicionou a continuidade de ataques israelenses a South Pars à ausência de ações contra países considerados inocentes, citando o Catar como exemplo.

A Organização Marítima Internacional (OMI) trabalha para estabelecer um corredor seguro para os 20 mil marinheiros retidos no mar. Apesar da crise, a formação de uma coalizão militar liderada pelos Estados Unidos enfrenta resistência de aliados da OTAN e nações árabes. Trump criticou a postura de neutralidade dos países europeus, classificando-a como um “erro realmente estúpido”.

A Casa Branca esclareceu que, até o momento, não houve decisão formal de envio de tropas terrestres. O presidente Trump, conforme divulgado pela Revista Oeste, mantém todas as opções estratégicas em aberto, com foco na neutralização da capacidade de mísseis e da Marinha iraniana.

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