Revista Oeste / Reprodução

Autoridades americanas detectaram a presença de drones não identificados sobre uma base do Exército em Washington, onde residem o Secretário de Estado, Marco Rubio, e o Secretário de Defesa, Pete Hegseth. Segundo a Revista Oeste, o incidente ocorreu em um local que abriga a Universidade Nacional de Defesa e oficiais de alta patente do Pentágono.

O Forte Lesley J. McNair, tradicionalmente não utilizado como residência de autoridades políticas, passou a ser ocupado por membros do governo Donald Trump, seguindo uma prática iniciada pela então Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem. A instalação, situada próxima ao Capitólio e à Casa Branca, possui um perímetro de proteção menos robusto em comparação com outras instalações militares na capital.

A situação se intensificou em meio ao conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã. Em pelo menos uma noite nos últimos dez dias, múltiplos drones foram avistados sobre o Forte McNair, resultando no reforço das medidas de segurança e na promoção de uma reunião na Casa Branca para discutir possíveis respostas. A Revista Oeste reportou que autoridades consideraram a possibilidade de transferir Rubio e Hegseth da base.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, não comentou o caso, alegando razões de segurança e criticando a divulgação das informações como irresponsável. O Departamento de Estado não ofereceu resposta à reportagem. Paralelamente, a Base Aérea de MacDill, sede do Comando Central dos EUA, foi colocada em regime de restrição em duas ocasiões, com o FBI investigando um pacote suspeito e um incidente de segurança que gerou ordens de permanência em local seguro.

Diante do aumento das ameaças, o Departamento de Estado ordenou que todas as representações diplomáticas dos EUA realizem revisões de segurança imediatas, citando a escalada no Oriente Médio e o risco de desdobramentos. A situação remonta a ameaças semelhantes envolvendo drones em torno do ex-presidente Donald Trump e outros membros do alto escalão, após o ataque que resultou na morte do general Qasem Soleimani em 2020.

A equipe de campanha do Serviço Secreto registrou a presença recorrente de drones não identificados em eventos de Donald Trump durante a campanha presidencial de 2024. A proteção oficial foi mantida para o ex-Secretário de Estado Mike Pompeo e o ex-Conselheiro de Segurança Nacional John Bolton, considerados por Teerã responsáveis pela operação contra Soleimani. Essa proteção foi descontinuada por Trump em 2025.

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