Gazeta do Povo / Reprodução

O Comitê de Política Monetária (Copom) justificou a redução modesta da Selic, de 0,25 ponto percentual, em função de preocupações com a gestão fiscal do governo. Segundo a Gazeta do Povo, o colegiado apontou a falta de rigor financeiro e o estancamento das reformas estruturais como elementos de risco que poderiam pressionar a inflação.

A decisão foi formalizada em ata divulgada nesta terça-feira (24), que detalha as razões da alteração na taxa de juros, determinada na última quarta-feira (18). O Copom reconheceu a necessidade de indicar um período de cortes, mas optou por uma postura mais cautelosa para evitar um aumento repentino nos preços.

A análise do Copom também considerou a tensão geopolítica no Oriente Médio, causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã após a morte do líder Ali Khamenei. A situação, embora relevante, não impediu a redução de juros, mas exigiu uma abordagem ainda mais prudente.

O governo Lula (PT) também influenciou a decisão, com a intervenção na política fiscal através da isenção de ICMS e Cofins, além de subsídios às produtoras de combustíveis. A Gazeta do Povo apurou que essa medida pode onerar os cofres públicos em até R$ 10 bilhões.

Adicionalmente, o Copom ressaltou a incerteza econômica, evidenciada pela ausência de sinais claros sobre a atividade econômica. A taxa Selic foi definida em 14,75% a.a., com o objetivo de alinhar a inflação à meta, suavizar as oscilações da economia e estimular o emprego.

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