O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou à governadoria nesta segunda-feira (23). A decisão ocorre em preparação para sua candidatura ao Senado Federal. Segundo a Gazeta do Povo, a saída se concretiza na antecedência do julgamento que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomará.
“Hoje encerro meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos”, declarou Castro. O político se apresentou como pré-candidato ao Senado, manifestando gratidão pela experiência.
Thiago Pampolha (MDB), ex-vice de Castro, também renunciou. A decisão foi tomada em maio de 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Rodrigo Bacellar (União), presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deveria assumir o cargo. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, o afastou da função.
Bacellar está sob investigação por suspeita de vazamento de informações da operação contra Thiago dos Santos Silva, o “TH Joias”, apontado pela Polícia Federal como ligado ao Comando Vermelho.
O desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça (TJRJ), assume interinamente o governo do Rio. A responsabilidade recai sobre Couto organizar a eleição indireta na Alerj para definir o futuro gestor estadual.
Cláudio Castro foi vice de Wilson Witzel, que deixou o cargo em 2021 após um processo de impeachment. Ele foi reeleito em 2022, obtendo vitória no primeiro turno.
O TSE julga Castro, Pampolha, Bacellar e outras dez pessoas por suposto abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022. Eles negam qualquer irregularidade.
A acusação se refere à contratação de 27 mil funcionários temporários na Fundação Centro Estadual de Pesquisa e Estatística do Rio (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). A Polícia Federal alega que esses funcionários atuaram como cabos eleitorais.
A ministra Isabel Gallotti, relatora do caso, votou pela cassação do mandato e pela inelegibilidade de Castro e Bacellar. Gallotti considerou Castro um “papel central” na “articulação do esquema ilícito com fins eleitorais”, buscando “construir um projeto de poder”.
O ministro Antonio Carlos Ferreira acompanhou o voto da relatora. O ministro Nunes Marques solicitou vista (mais tempo para análise). O julgamento será retomado nesta terça (24), com votos pendentes dos ministros Floriano Azevedo, Estela Aranha, André Mendonça e da presidente do TSE, Cármen Lúcia.









