Gazeta do Povo / Reprodução

O BTG Pactual suspendeu suas operações utilizando o Pix após detectar uma invasão cibernética em seus sistemas. A decisão, tomada no domingo (22), visa proteger seus clientes e garantir a segurança das transações financeiras.

Segundo a Gazeta do Povo, a instituição financeira reconheceu a ocorrência de atividades anormais no sistema de pagamentos instantâneos, mas assegurou que não houve acesso às contas dos clientes nem exposição de dados bancários.

A suspensão das operações por Pix é uma medida preventiva enquanto a empresa conduz uma investigação completa sobre o incidente. O BTG Pactual enfatizou que a segurança da informação é sua prioridade máxima e que os clientes podem contatar os canais de atendimento para esclarecimentos.

A Gazeta do Povo revelou que o prejuízo inicial estimado foi de R$ 100 milhões, embora o banco tenha conseguido recuperar uma parcela considerável desse valor, situando-se entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões. O dinheiro desviado foi retirado de recursos mantidos pelo BTG no Banco Central, e não de contas de correntistas.

A autoridade monetária, o Banco Central, identificou os primeiros sinais do ataque por volta das 6h, emitindo alertas ao BTG. Felizmente, o BC não sofreu comprometimento e conseguiu evitar que os valores fossem transferidos.

Este incidente se soma a outros três casos de ataques ao Pix registrados em março. Os casos anteriores afetaram o Ministério Público de Goiás e a financeira Pefisa S.A., conforme identificado pelo Banco Central.

O sistema de pagamentos instantâneos tem sido alvo de criminosos nos últimos meses, resultando em perdas bilionárias para o setor. Em julho de 2025, um ataque à C&M Software desviou cerca de R$ 800 milhões de diversas instituições financeiras, sendo um dos maiores ataques hackers da história.

Outro ataque, ocorrido em 2024, visou a Sinqia, resultando na movimentação de aproximadamente R$ 710 milhões entre o HSBC e a Artta. O Banco Central conseguiu bloquear a maior parte dos valores antes que os criminosos pudessem utilizá-los.

O próprio BTG já havia enfrentado um problema similar em 2024, quando o Banco Central identificou o vazamento de dados de cerca de 8 mil chaves Pix da instituição, expondo informações cadastrais dos titulares.

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