Gazeta do Povo / Reprodução

A Fentect anuncia possível mobilização nacional em resposta à decisão dos Correios.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) manifestou sua preocupação com o anúncio da estatal, feito nesta terça-feira (24). A empresa planeja implementar uma escala de trabalho de 12 horas de trabalho seguidas, com 36 horas de descanso, para algumas atividades.

Segundo a Gazeta do Povo, o presidente da entidade, Emerson Marinho, classificou a nova jornada como “uma sobrecarga horária” que “adoece” os funcionários. Ele enfatiza a necessidade de seguir a legislação vigente, que estabelece uma carga de oito horas diárias. Marinho adverte os trabalhadores a não assinar acordos individuais que formalizem a mudança.

A Fentect ameaça uma reação nacional, incluindo organização, mobilização e luta em todo o país, caso os Correios insistam em reduzir os direitos dos trabalhadores. A entidade direciona suas críticas ao ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e à ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

Os Correios justificam a medida como parte de um plano para enfrentar um rombo financeiro estimado em R$ 10 bilhões. A estatal argumenta que a nova escala visa modernizar os processos operacionais e aumentar a eficiência na prestação dos serviços.

De acordo com a Gazeta do Povo, a empresa destaca que a jornada flexível é um diferencial competitivo, ampliando a capacidade operacional e fortalecendo o posicionamento da empresa no mercado de encomendas.

O governo federal, por outro lado, busca reduzir a jornada máxima permitida, proibindo a jornada 6×1 e impondo uma carga horária semanal de 36 horas. O argumento central é a preservação da saúde dos trabalhadores.

A escala proposta para os Correios envolverá a alternância entre quatro dias de trabalho em uma semana e três dias na semana seguinte. A empresa deverá garantir uma hora para almoço ou descanso e pagar adicional noturno. A jornada 12×36 resultará em, em média, 15 dias de folga mensais, gerando, contudo, críticas sobre o desgaste dos funcionários.

A Gazeta do Povo buscou posicionamento da Casa Civil, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e dos Correios, mantendo o contato aberto para obter manifestações.

Icone Tag

Possui alguma informação importante para uma reportagem?

Seu conhecimento pode ser a peça-chave para uma matéria relevante. Envie sua contribuição agora mesmo e faça a diferença.

Enviar sugestão de pauta