Gazeta do Povo / Reprodução

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, propôs a criação de uma nova subvenção aos importadores de diesel, com validade até 31 de maio. O benefício seria de R$ 1,20 por litro de diesel importado.

Segundo a Gazeta do Povo, a iniciativa envolve uma divisão de custos entre o governo federal e os estados, com cada um contribuindo com R$ 0,60 por litro. Durigan detalhou que a União controlaria a quantidade importada e o valor do ICMS, estabelecido em R$ 1,20 por litro, enquanto os estados arcasariam com R$ 0,60.

A proposta surge em um contexto de tensões geopolíticas, especialmente devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, e de preocupações com a possível paralisação de caminhoneiros que exigem maior fiscalização do piso salarial. O governo Lula busca mitigar o impacto no consumidor final e evitar conflitos no setor de transportes.

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 14,75% em decorrência das tensões no Oriente Médio e da percepção de falta de rigor fiscal por parte do governo. Anteriormente, o governo havia investido R$ 10 bilhões em uma subvenção de até R$ 0,32 por litro, medida que foi complementada por um reajuste de R$ 0,38 por litro anunciado pela Petrobras, liderada por Magda Chambriard.

A Gazeta do Povo revelou que, sem a subvenção, a Petrobras previu um aumento de até R$ 0,70 no preço do diesel. Diante desse cenário, o governo implementou outras medidas, como a fixação de uma alíquota de 50% sobre a exportação de produtos derivados de petróleo e a imposição de multas de até R$ 500 milhões para empresas que aumentassem abusivamente os preços de combustíveis em momentos de crise ou conflito.

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