Donald Trump apresentou uma proposta de 15 pontos ao Irã, visando alcançar um cessar-fogo no conflito entre os Estados Unidos e o regime islâmico, que teve início em 28 de fevereiro. A iniciativa foi divulgada pela imprensa americana.
Segundo a Gazeta do Povo, o plano norte-americano inclui o levantamento das sanções impostas ao Irã, bem como a cooperação nuclear civil entre os dois países. Além disso, a proposta exige a redução do programa nuclear iraniano e o monitoramento do programa por parte da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Outros pontos da proposta, conforme relatado por funcionários paquistaneses à Associated Press, abrangem limites para o programa de mísseis iraniano e a liberação total do acesso de navios ao Estreito de Ormuz. Esse estreito é estratégico, pois concentra cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) mundial.
Um funcionário egípcio qualificou a proposta como “um acordo abrangente”, destacando a necessidade de acesso ao Estreito de Ormuz e restrições ao programa de mísseis do Irã. A Gazeta do Povo também apurou que Washington exige o fim do envio de armas para grupos terroristas aliados de Teerã, como Hamas e Hezbollah.
A expectativa é que as negociações sejam extremamente complexas. Como reportado pelo The Wall Street Journal, as demandas do Irã para encerrar a guerra estão muito distantes da proposta americana.
Conforme apurou a Gazeta do Povo, o regime iraniano busca o fechamento de todas as bases militares americanas no Golfo Pérsico, além de reparações por ataques sofridos e uma nova regulamentação para o Estreito de Ormuz, que permitiria cobrar taxas de navios, similar ao que o Egito faz no Canal de Suez.
Outras exigências iranianas incluem garantias de que o conflito não se repetirá, o fim dos ataques israelenses contra o Hezbollah, a suspensão de todas as sanções contra o Irã e a permissão para que Teerã mantenha seu programa de mísseis, sem restrições.
Um assessor da administração Trump classificou as demandas iranianas como “ridículas e irrealistas”, indicando que o impasse permanece sem solução.









