O Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial que transporta aproximadamente um quinto da produção global de petróleo e gás natural, permanece no epicentro de tensões entre os Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio. Após tentativas anteriores de desbloquear a passagem, agora obstruída por ameaças provenientes de Teerã, o presidente Donald Trump explorou diversas opções para resolver a situação.
De acordo com a Gazeta do Povo, o Pentágono planeja enviar cerca de 3.000 soldados da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército para reforçar a presença militar na região. A medida visa avaliar e implementar possíveis soluções para garantir a livre navegação no estreito, ponto de instabilidade econômica global.
Uma das primeiras abordagens sugeridas pelo líder americano foi a implementação de escolta naval da Marinha dos EUA na área, uma proposta que enfrentou dificuldades devido a limitações operacionais e logísticas no Estreito de Ormuz, levando à suspensão das navegações por embarcações de diversos países. Posteriormente, Trump considerou a formação de uma aliança internacional para proteger o tráfego marítimo, embora a adesão de aliados como a China tenha sido hesitante.
O Reino Unido, em parceria com os EUA, desenvolveu um “plano coletivo viável” para reabrir a rota, enquanto o Irã aproveitou a situação para exercer pressão econômica, exigindo pagamentos de até US$ 2 milhões por viagem de navios comerciais pelo estreito. A Índia, por sua vez, estabeleceu um acordo direto com o Irã para o escoamento de gás natural e petróleo.
Conforme apurou a Gazeta do Povo, o Irã, liderado pelo ministro das Relações Exteriores Abbas Araqchi, conversou com o governo do Japão sobre a possibilidade de permitir a passagem de embarcações ligadas ao país pelo estreito, onde cerca de 90% de seus carregamentos de petróleo passam por Ormuz. Diante do impasse, Trump considerou a negociação direta com o Irã, sugerindo um controle conjunto do estreito com o regime iraniano, o que foi negado por Teerã.
Recentemente, Trump autorizou a retirada temporária de sanções sobre o petróleo iraniano já embarcado em navios, buscando aumentar a oferta mundial de energia e conter a alta dos preços dos combustíveis. Rumores indicam a intermediação do Paquistão em um possível plano de paz de 15 pontos.
Uma terceira alternativa que está sendo avaliada envolve a realização de operações na Ilha de Kharg, principal centro de exportação de petróleo do Irã. A Marinha dos EUA planeja utilizar a 82ª Divisão Aerotransportada do Exército, especializada em ataques de paraquedista, com a possibilidade de desembarques anfíbios para garantir o acesso à ilha, caso um acordo não seja alcançado.
A Gazeta do Povo reportou que, segundo uma análise do The New York Times, seriam necessários cerca de 2.200 fuzileiros navais em três navios de guerra, equipados com drones, helicópteros de ataque e aviões de combate, para interromper uma patrulha na região e permitir a entrada por terra dos militares.









