O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentará seu parecer na manhã desta sexta-feira, 27 de outubro. O documento possui 4.400 páginas e aponta para o indiciamento de mais de 200 indivíduos envolvidos na fraude bilionária que afetou o sistema.
A sessão final da CPMI poderá se estender até o sábado, 28 de outubro. A comissão precisa concluir seus trabalhos dentro do prazo estabelecido.
Segundo a Revista Oeste, a votação do parecer está prevista para sexta-feira, mas a cúpula da comissão ainda definirá o tempo exato. Caso não haja conclusão nesta sessão, a CPMI realizará uma reunião no sábado.
A disputa se acirra com a preparação de um relatório paralelo pela base governista, que inclui o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O líder do governo na CPMI, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), declarou que a aprovação do parecer do deputado Gaspar depende da elaboração de um relatório conjunto pelos parlamentares.
Pimenta afirmou que o governo apresentará um relatório que “demonstrará, de forma absolutamente categórica, como ocorreu o escândalo do INSS”. Além disso, a base governista pretende identificar o núcleo de servidores envolvidos na corrupção.
O deputado Sóstenes criticou a interferência política e a influência da base governista na conclusão dos trabalhos da CPMI. Ele ressaltou que a expectativa de um relatório alternativo por aliados do Planalto era premente.
“Nenhuma surpresa, desde o início o PT não queria CPMI, o PT está aqui blindando os ladrões de aposentados”, afirmou Sóstenes. “Eles são literalmente protetores de ladrões de aposentados e pensionistas. Se eles fizerem isso, demonstram mais uma vez quem são os petistas”.
Sóstenes rejeitou qualquer possibilidade de acordo para unificar as conclusões do relatório, afirmando que a comissão está ali para “defender aposentado e pensionista”.









