Revista Oeste / Reprodução

Cerca de um a cada quatro deputados na Câmara dos Deputados já trocaram de legenda durante o atual mandato, um movimento que promete intensificar a instabilidade legislativa na próxima semana. Segundo a Revista Oeste, a janela partidária, que encerra-se em outubro, tem sido marcada por uma intensa movimentação de parlamentares em busca de novas oportunidades.

A Revista Oeste revelou que, até o momento, 23% dos deputados federais já realizaram pelo menos uma mudança de partido, com alguns havendo experimentado múltiplas trocas. Vanderlan Alves (CE), suplente do União Brasil, exemplifica essa dinâmica, tendo se transferido para o Republicanos e, posteriormente, para o Solidariedade, em busca de sua reeleição, conforme levantamento do jornal Folha de S.Paulo.

Magda Mofatto (GO) também se destaca por sua trajetória, deixando o PL para ingressar no PRD, retornando à sigla em março e agora considerando uma nova mudança em meio às negociações para a disputa ao governo de Goiás. Duarte Jr. (MA) também oscilou entre o PSB e o União Brasil, recuando após divergências e buscando outro partido.

A janela oficial de mudanças, iniciada em 5 de março, precedeu essa intensa movimentação. Até então, 48 parlamentares já haviam alterado suas filiações, incluindo o ex-ministro Ricardo Salles (SP), que migrou para o Novo para disputar o Senado, e Luciano Zucco, que deixou o Republicanos para o PL, visando o governo gaúcho com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Partido Liberal (PL) experimentou uma recuperação significativa após a abertura da janela partidária, ganhando 18 deputados, incluindo nove vindos do União Brasil, e alcançando a marca de 100 cadeiras. Essa mudança reflete o desempenho de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e a proximidade das eleições.

Em contrapartida, o União Brasil, resultado da fusão entre PSL e Democratas, tem sofrido uma retração, perdendo 20 deputados e enfrentando novas saídas. O partido agora conta com apenas cinco parlamentares, atribuído a fatores como a federação com o PP e conflitos com a nova direção nacional.

O PSDB, buscando se reerguer após o declínio causado pela Operação Lava Jato, tem se beneficiado dos vácuos regionais, atraindo nove deputados e confirmando apenas quatro saídas. Juscelino Filho (MA) e Pastor Eurico (PE) são exemplos de novos integrantes na sigla.

O Podemos também avançou, ultrapassando siglas tradicionais como PSB, PDT e Psol, e o PT, partido do presidente Lula, praticamente não foi afetado, com apenas a saída da suplente Elisangela Araujo (BA), que disputará a eleição pelo PSB.

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