Gazeta do Povo / Reprodução

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), classificou o penúltimo dia de trabalhos do colegiado como um “dia da verdade”, devido à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Gazeta do Povo, o STF julgou por 8 votos a 2 a derrubar a liminar proposta pelo ministro André Mendonça, que buscava estender a apuração parlamentar por 60 dias.

Consequentemente, a comissão terá que apresentar seu relatório final até sábado (28). O senador Viana sinalizou que, dependendo da duração da sessão, uma nova reunião da CPMI poderá ser agendada para o dia seguinte. Ele garantiu que o relatório será lido integralmente, incluindo quaisquer destaques apresentados pelos parlamentares e o debate entre deputados e senadores sobre as apurações, que ele estima durará cerca de cinco horas.

De acordo com Viana, uma parcela significativa do relatório já converge em pontos importantes. Ele relatou ter conversado com líderes partidários, tanto da base governista quanto da oposição, e constatado que pelo menos 60% das investigações compartilham conclusões semelhantes. A comissão busca entregar ao país uma investigação completa, com foco na correção de uma dívida histórica da Previdência Social.

A divergência identificada reside na questão dos indiciamentos. O relator da comissão, Alfredo Gaspar (União-AL), havia sugerido a indicação de 228 pessoas, sem mencionar especificamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou o ex-presidente Jair Bolsonaro, em referência aos desvios que ocorreram durante os dois governos. O relatório final deverá conter aproximadamente 5 mil páginas e revelar um esquema de irregularidades que pode atingir R$ 40 bilhões.

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