O governo de Donald Trump iniciou uma investigação contra o estado da Califórnia, conforme reportado pela Gazeta do Povo, devido à política de transferência de mulheres transgênero para prisões femininas. A alegação central é que essa prática representa um risco à segurança de outras detentas e pode configurar uma violação da Constituição americana.
O Departamento de Justiça (DOJ) também anunciou uma investigação similar no estado do Maine, em resposta a situações análogas envolvendo o alojamento de indivíduos transgênero em unidades carcerárias designadas para mulheres.
A procuradora-geral Pam Bondi declarou que a medida não se limita a uma questão de prudência, mas também envolve a proteção dos direitos constitucionais e a segurança das presas.
Segundo a Gazeta do Povo, o DOJ apresentou evidências de ocorrências de agressões sexuais, estupros, voyeurismo e um ambiente intimidatório em duas prisões estaduais da Califórnia, atribuídas à presença de homens em unidades carcerárias femininas.
Em 2020, o governador Gavin Newsom sancionou a Lei do Senado 132, que concede a indivíduos transgênero, não binários e intersexuais encarcerados o direito de escolherem o local de detenção, seja em instalações masculinas ou femininas.
A legislação entrou em vigor em 2021. Dados do Departamento de Correções e Reabilitação da Califórnia indicam que, até o momento, foram registradas 1.028 solicitações de transferência de prisões masculinas para unidades femininas.
Do total, 47 pedidos foram aprovados e 132 foram negados. Em contrapartida, sete pedidos de transferência de prisões femininas para instalações masculinas foram aprovados, enquanto 12 foram recusados.









