Três pinturas de valor inestimável foram subtraídas da Fundação Magnani-Rocca, localizada na região de Parma, Itália. O incidente ocorreu no domingo, 22 de outubro, e foi noticiado pela polícia italiana no dia 29 de outubro.
O grupo criminoso roubou obras de Pierre-Auguste Renoir, Paul Cézanne e Henri Matisse. Entre os itens levados estão “Os Peixes”, de Renoir (pintura a óleo de 1917), “Xícara e Prato de Cerejas”, de Cézanne (aquarela de 1890), e “Odalisca no Terraço”, de Matisse (gravura em aquarela de 1922). Todas as peças pertenciam à coleção permanente da instituição e estavam expostas na sala dedicada aos artistas franceses, situada no primeiro andar do casarão.
Segundo a própria fundação, o assalto foi executado de maneira rápida e coordenada. A invasão ocorreu após a forçada abertura de um portão e foi capturada por câmeras de segurança com os indivíduos utilizando máscaras. A ação, que durou menos de três minutos, demonstra um planejamento meticuloso, conforme descrito pela instituição.
A Fundação Magnani-Rocca relatou uma clara divisão de tarefas entre os membros da quadrilha, indicando um esquema organizado para a execução do crime. A intervenção dos sistemas de proteção e a resposta imediata da segurança interna, da polícia italiana e do instituto de vigilância interromperam o roubo.
As investigações estão em curso, conduzidas pela polícia de Parma com o apoio do núcleo de tutela do patrimônio cultural de Bolonha, sob a coordenação do Ministério Público italiano. Como reportado pela Revista Oeste, o caso é considerado um dos roubos de arte mais significativos a ocorrerem na Itália nos últimos anos.
A coleção da Fundação Magnani-Rocca, reunida pelo crítico de arte Luigi Magnani, inclui obras de Tiziano, Dürer, Rubens, Goya, Canova, Monet, Burri e uma extensa coleção de Giorgio Morandi.
A Revista Oeste também publicou um artigo de Dagomir Marquezi na Edição 104, refletindo sobre a importância do conforto e da nostalgia em momentos desafiadores.









