Revista Oeste / Reprodução

Sonia Guajajara se afasta do cargo de Ministra dos Povos Indígenas para concorrer à sua reeleição como deputada federal por São Paulo.

A ex-ministra iniciará sua campanha eleitoral, buscando um novo mandato nas eleições deste ano. A mudança ocorre após três anos na liderança do Ministério.

De acordo com a Revista Oeste, a chefia da pasta será transferida para o secretário-executivo, Eloy Terena, em uma cerimônia agendada para a terça-feira, 31, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Terena, advogado, já trabalhou em conjunto com Guajajara na Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.

Sonia Guajajara, natural da terra indígena Arariboia, no Maranhão, possui formação em letras, enfermagem e especialização em educação especial pela Universidade Estadual do Maranhão. Em 2018, foi vice-candidata de Guilherme Boulos (Psol). Em 2022, foi a primeira indígena eleita deputada federal por São Paulo, com 156,9 mil votos.

A criação do Ministério dos Povos Indígenas respondeu a um compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha eleitoral de 2022. Nos primeiros meses da gestão Guajajara, em abril de 2023, o governo homologou seis terras indígenas, interrompendo um período de cinco anos sem novas demarcações.

A Revista Oeste revelou que, sob a liderança de Guajajara, o ministério homologou 20 terras e emitiu 21 portarias declaratórias. Em novembro de 2025, a ministra enfatizou a presença recorde de indígenas na Conferência do Clima da ONU (COP30), realizada em Belém, que contou com a participação de aproximadamente 3.500 representantes e gerou manifestações e reivindicações, conforme dados do Ministério dos Povos Indígenas.

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