Gazeta do Povo / Reprodução

O governador Ronaldo Caiado (PSD-GO) se apresentará como pré-candidato à Presidência da República nesta segunda-feira (30), em evento a ser realizado na sede do Partido Social Democrático (PSD) em São Paulo. A iniciativa marca uma nova tentativa do político em alcançar o cargo mais alto do país.

Segundo a Gazeta do Povo, a decisão de lançar Caiado como pré-candidato foi resultado de um acordo firmado entre o líder do PSD, Kassab, e o próprio governador goiano, após a desistência do governador paranaense, Ratinho Junior, que priorizou a disputa pela sucessão no estado do Paraná. A escolha reflete uma estratégia para consolidar o PSD como um importante player na corrida presidencial.

Caiado já concorreu à Presidência em eleições passadas, em 1989, quando era líder da União Democrática Ruralista (UDR). A nova empreitada representa um retorno à disputa política, buscando capitalizar sua experiência administrativa e o apoio de um partido com forte base no cenário nacional.

A candidatura de Caiado tem gerado reações no PSD, como a manifestação do governador gaúcho, Eduardo Leite (PSD-RS), que se posicionou como o “único pré-candidato de centro” do partido, questionando o perfil de direita da pré-candidatura de Caiado.

O PSD formalizou sua aliança com Caiado no final de fevereiro, após superar resistências dentro da federação União Progressista, que inicialmente se mostrava hesitante em apoiar o goiano como candidato à Presidência. O lançamento ocorreu em Salvador (BA), com o apoio de lideranças do União Brasil, marcando uma nova trajetória política para o governador.

Ratinho Junior, em declaração à Gazeta do Povo, destacou a qualificação de Caiado como gestor, ressaltando seu trabalho em áreas cruciais como educação e segurança, justificando a escolha do PSD. O paranaense também elogiou a administração de Eduardo Leite no Rio Grande do Sul, mencionando seu equilíbrio fiscal e seu “espírito público”.

A saída de Caiado do cargo de governador de Goiás será formalizada na tarde de terça-feira (31), na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O governador se desligará do cargo em cumprimento à legislação eleitoral, que exige a desincompatibilização até 4 de abril. Daniel Vilela (MDB), que assume a vice-governadoria, buscará a eleição ao governo estadual em outubro.

Eduardo Leite, por sua vez, afirmou que permanecerá no cargo no Rio Grande do Sul até o final de seu mandato, caso não seja escolhido como pré-candidato à Presidência pelo PSD, e descartou a possibilidade de disputar o Senado.

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