Revista Oeste / Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou a possibilidade de uma intensificação das operações militares nos Estados Unidos no Irã. Em declarações proferidas durante o Future Investment Initiative, em Miami, o republicano comunicou que Washington está conduzindo negociações sérias com um regime iraniano que ele descreve como “mais razoável”.

Segundo a Revista Oeste, Trump afirmou que houve “grandes progressos” nas tratativas, mas alertou que, caso não se concretize um acordo em breve, os EUA podem ampliar sua ofensiva. A condição para a redução das ações americanas é a abertura do Estreito de Ormuz para o tráfego comercial, via marítima de importância estratégica para o transporte global de petróleo.

Conforme apurou a Revista Oeste, em caso de não cumprimento das exigências, o governo americano consideraria o ataque a infraestruturas consideradas vitais no Irã. Entre os potenciais alvos, a publicação listou usinas de geração de energia elétrica, poços de petróleo, a ilha de Kharg e instalações de dessalinização.

Trump enfatizou que, até o momento, esses locais não foram deliberadamente atingidos, mas que poderiam ser incluídos em futuras operações. O presidente justificou a possível ação como uma resposta a militares americanos vítimas de ataques pelo Irã ao longo de décadas, período que ele definiu como um “reinado do terror”.

O Estreito de Ormuz, apelidado de “Estreito de Trump” na sexta-feira, 27, foi um dos pontos centrais da declaração. A Casa Branca e o próprio presidente utilizaram o nome com tom irônico, gerando risos na plateia.

Após o evento, a Casa Branca publicou uma mensagem no X (anteriormente Twitter) também com tom de ironia. Trump sugeriu, na segunda-feira, 23, um controle conjunto do estreito entre ele e o aiatolá do Irã, afirmando que o país negocia um acordo com os EUA. No entanto, o governo iraniano negou oficialmente a existência de conversas diretas.

A busca por personalização de espaços públicos, estratégia já utilizada por Trump, se intensificou. Em outubro, o presidente sugeriu a mudança do nome do Kennedy Center. Em dezembro, a Casa Branca confirmou a aprovação do conselho da instituição para a alteração do nome para “Trump-Kennedy Center”. Além disso, Trump já havia tentado renomear o Golfo do México, chamando-o de “Golfo da América”.

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