Gazeta do Povo / Reprodução

Sandro Castro, neto do ex-líder da revolução cubana Fidel Castro, manifestou publicamente seu apoio a um acordo comercial com os Estados Unidos. De acordo com a Gazeta do Povo, o influenciador, proprietário de uma boate em Havana, expressou a crença de que a população cubana almeja um sistema capitalista.

Castro, de 33 anos, revelou em entrevista à CNN, nesta segunda-feira (30), que enfrenta severas dificuldades econômicas na ilha, incluindo apagões e escassez de recursos. “É tão difícil”, declarou o influenciador. “Você sofre milhares de problemas. Em um dia, pode faltar luz, faltar água. As mercadorias não chegam. É muito difícil, realmente muito difícil.”

Em seus vídeos publicados nas redes sociais, Sandro Castro frequentemente satiriza uma vida de luxo, apresentando um hotel Trump fictício em Havana, como reportou a Gazeta do Povo. Ele afirmou que “há muitas pessoas em Cuba que pensam de forma capitalista” e que a maioria dos cubanos deseja praticar o capitalismo com soberania.

O neto de Fidel Castro negou que suas publicações visem ridicularizar ou desrespeitar a população cubana, que enfrenta as consequências de quase 70 anos de regime comunista. “Estou fazendo vídeos sobre uma situação tensa e triste”, justificou. “Pelo menos estou tentando fazer as pessoas felizes. Tirar um sorriso delas. Eu jamais zombaria de uma situação que também me causa sofrimento.”

A situação econômica de Cuba se agravou significativamente após o anúncio de Donald Trump, em janeiro, da aplicação de uma tarifa sobre exportações de petróleo para a ilha. Segundo a Gazeta do Povo, Trump acusava o regime castrista de convidar “adversários perigosos dos Estados Unidos” a estabelecer bases militares e de inteligência na ilha.

O bloqueio americano, somado à interrupção do envio de petróleo venezuelano para Cuba após a prisão de Nicolás Maduro, intensificou a crise energética na ilha, marcada por apagões diários.

Em uma revogação pontual, os EUA permitiram a chegada de um petroleiro russo com 730 mil barris de petróleo bruto ao porto de Matanzas, na segunda-feira (30).

Trump tem consistentemente pressionado o governo cubano a buscar um acordo com Washington, afirmando que “Cuba será a próxima”, em alusão às ações militares americanas na Venezuela e no Irã.

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