O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, agendou o depoimento de Eduardo Bolsonaro para o dia 14 de abril.
O ex-deputado, atualmente no exílio nos Estados Unidos, prestará o interrogatório por meio de videoconferência.
A ação penal formal foi aberta em 19 de fevereiro pelo STF, com o objetivo de investigar se Eduardo Bolsonaro cometeu o crime de coação.
A Primeira Turma do Tribunal teve acesso à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) em novembro do ano passado, o que o tornou formalmente réu.
Conforme apurou a O Antagonista, a denúncia foi apresentada em 22 de setembro de 2025, envolvendo tanto Eduardo Bolsonaro quanto o empresário Paulo Figueiredo.
A acusação formaliza a suspeita de que ambos articularam ameaças para evitar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados na Ação Penal 2.668, que investiga a tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023.
Segundo a O Antagonista, a PGR alega que Eduardo Bolsonaro buscou obter anulações do governo dos Estados Unidos, incluindo a aplicação de tarifas de exportação, a suspensão de vistos para autoridades brasileiras e a utilização da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes.
Moraes declarou que “há prova da materialidade e indícios razoáveis e suficientes de autoria nas condutas de EDUARDO NANTES BOLSONARO”.
O ministro enfatizou que a grave ameaça se materializou pela articulação e obtenção de anulações do governo dos Estados Unidos, com o objetivo de proteger Jair Bolsonaro e seus aliados no processo da Ação Penal 2.668 e em relação a um possível projeto de anistia.
A Procuradoria-Geral da República demonstrou a justa causa para a instauração da ação penal contra Eduardo Bolsonaro, detalhando sua conduta criminosa, segundo a O Antagonista.









