A Petrobras implementou um reajuste de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), em decorrência dos impactos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de petróleo. O combustível, responsável por 36% das despesas das companhias aéreas, poderá elevar significativamente os custos das passagens.
Segundo a Gazeta do Povo, a medida entrará em vigor a partir de 1º de abril, conforme confirmado pela Abra, holding que engloba as empresas Gol e Avianca. O diretor da Abra, Manuel Irarrázaval, declarou que o aumento representa um crescimento moderado para o mês de abril.
A Gazeta do Povo buscou informações sobre o assunto na Petrobras desde a tarde de segunda-feira (30) e aguarda uma resposta da estatal. Dados de plataformas de venda de passagens indicam um aumento médio de 15% nas tarifas em dez dias, um patamar superior ao registrado pelo IBGE, que apontou um aumento de 5,94% na inflação no primeiro terço de março.
A Vibra Energia, distribuidora de QAV nos aeroportos brasileiros e anteriormente parte da BR Distribuidora, também confirmou o reajuste, como reportado pela Gazeta do Povo. A empresa, que passou por um processo de privatização durante o governo Bolsonaro, repassará integralmente o aumento da Petrobras.
Irarrázaval explicou que, para cada aumento de um dólar no preço do QAV, o grupo precisa aumentar as passagens em 10%, o que representa um custo adicional de US$ 70 milhões mensais. Apesar disso, a Gol e a Avianca conseguiram controlar o consumo de combustível entre março e maio do ano passado, limitando o impacto no aumento das passagens.









