Revista Oeste / Reprodução

O Banco de Brasília (BRB) busca captar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões através de um consórcio de bancos, conforme revelou o presidente Nelson Antônio de Souza. A iniciativa visa fortalecer a instituição financeira após perdas significativas decorrentes da compra de créditos fraudulentos.

Segundo a Revista Oeste, o planejamento do BRB surge em meio a um atraso no lançamento do balanço financeiro, consequência da conclusão de uma auditoria forense sobre a operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação aponta para fraudes relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

O valor solicitado ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 4 bilhões, anunciado em março, complementa o esforço de capitalização do banco, que sofreu perdas de R$ 12,2 bilhões na aquisição de créditos fraudulentos. A instituição tem recuperado apenas uma parcela desses valores.

O BRB pretende utilizar imóveis do Distrito Federal como garantia, com o Governo do Distrito Federal (GDF) planejando o aporte até 30 de maio, dentro do prazo imposto pelo Banco Central (BC) que se encerra em 5 de agosto. A falta de adequação às normas prudenciais expõe o banco ao risco de intervenção.

Para viabilizar a operação, o BRB buscará a inclusão da Caixa Econômica Federal e de outros bancos públicos no consórcio, contando com o apoio da governadora Celina Leão (PP) junto ao governo federal, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva.

Nelson Antônio de Souza declarou ao jornal Folha de S.Paulo que, “se o governo federal liberar essa conversa, ela abre para o Banco do Brasil, Caixa Econômica, BNB e BASA, abre todo mundo para nós”. A governadora Leão enfatizou a necessidade de manter relações com todos os poderes para garantir o bom funcionamento do banco.

A instituição também pretende vender carteiras de crédito para reforçar o caixa e realizará uma assembleia para votar o aumento de capital em 22 de abril. Apesar das potenciais sanções do Banco Central, o presidente do BRB minimizou a crise, assegurando que “o fato de não divulgar o balanço, não existe essa coisa de fechar o banco, de ter Raet”.

Souza concluiu que “na história do Brasil, não existe nenhum banco público estadual que tenha sido liquidado”, demonstrando confiança na capacidade do BRB de superar os desafios.

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