O Antagonista / Reprodução

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, determinou na terça-feira, 31, o fim do afastamento do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos).

Segundo a O Antagonista, a decisão impacta o político conhecido como “tiktoker”, que estava impedido de exercer suas funções desde 6 de novembro de 2025, data em que a Polícia Federal iniciou a segunda fase da operação Copia e Cola.

Nunes Marques justificou a medida, argumentando que o afastamento representava uma “intervenção excessiva” na administração municipal e poderia expor Manga a uma intervenção ainda maior na sua candidatura a cargos eletivos neste ano. O prazo para o registro de pré-candidaturas encerra no sábado, 4.

O afastamento, válido por 180 dias, foi determinado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

A defesa do prefeito Manga celebrou a decisão, afirmando que a Suprema Corte reconheceu a ausência de justificativa para a manutenção do afastamento, considerado “temerário e precipitado”.

A Polícia Federal o acusava de liderar uma organização criminosa e de ser beneficiário de um esquema de corrupção envolvendo contratos públicos. A investigação indicou que as atividades ilícitas começaram em janeiro de 2021, após a posse de Manga.

A PF identificou que a 2M Comunicação e Assessoria, empresa da esposa do prefeito, Sirlange Rodrigues Frate, firmou contratos com a Sim Park Estacionamento Eireli, de Marco Silva Mott, e com a Igreja Cruzada dos Milagres dos Filhos de Deus, de Josivaldo de Souza, cunhado de Manga, e Simone Rodrigues Frate Souza, irmã de Sirlange.

A O Antagonista apurou que os contratos de publicidade eram, na verdade, uma “ficção”, um esquema para legalizar o dinheiro obtido de forma ilícita. O documento cita que os valores eram “vultosos” e de origem criminosa.

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