O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, manifestou sua insatisfação com o debate sobre o fim da jornada de seis dias de trabalho, considerando-o populista e inadequado para serem discutidos em ano eleitoral.
A declaração foi feita durante um encontro com empresários do grupo Mercado e Opinião, na terça-feira (31). Segundo a Gazeta do Povo, o governador questionou a pertinência de abordar a questão da escala 6×1 durante o período eleitoral.
“Se pretende debater, no ano eleitoral, a escala 6×1, com todo o populismo que não deveria existir em um tema tão sério. Será que este é o tema para ser discutido nesse ano?”, indagou Tarcísio de Freitas.
A proposta de acabar com a escala de seis dias de trabalho para um dia de folga tem gerado críticas de associações do setor produtivo, mas o Planalto a vê como uma estratégia, especialmente em um ano eleitoral. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) se posiciona como uma das principais defensoras dessa pauta no Congresso Nacional.
“Como assegurar que o trabalhador com jornada reduzida não sofrerá perda de salário ou emprego? A única forma de fazer isso é por meio da desoneração do empregador. Para cuidar do trabalhador, é preciso cuidar do empresário. Se eu não cuidar do empresário, não há trabalhador”, afirmou o pré-candidato à reeleição.
O governador paulista ressaltou a necessidade de incluir na discussão a questão da produtividade e seus impactos.
Em contrapartida ao debate sobre a redução da jornada, o setor público deu um passo em direção oposta, com os Correios anunciando a implementação da escala 12×36 em algumas funções. Essa modalidade implica, para o funcionário, em um regime de trabalho com dias alternados, resultando em uma carga horária maior, mas com 15 dias de folga mensais.
A Gazeta do Povo apurou que essa medida visa à recuperação dos R$ 10 bilhões em dívidas dos Correios.









