O senador Rodrigo Pacheco anunciou sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) na tarde de quarta-feira, 1º, com o objetivo de concorrer à cadeira do governo de Minas Gerais. A decisão, confirmada pela legenda, ocorre em preparação para as eleições de outubro.
O evento de formalização será realizado às 19h na sede do partido em Brasília. Estarão presentes o presidente nacional do PSB, João Campos, o dirigente estadual Otacílio Costa Neto e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
Segundo a Revista Oeste, a mudança estratégica de Pacheco se desenrolou após meses de intensas negociações com diversas siglas políticas, incluindo o União Brasil, influenciado pelo senador Davi Alcolumbre, e o MDB. Inicialmente, o partido socialista apresentava certa resistência à candidatura do senador.
A aproximação de figuras com posicionamento mais centrista, como as ministras Simone Tebet e Soraya Thronicke, alterou o panorama. A saída do PSD, liderado por Gilberto Kassab, que já havia filiado o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, com o compromisso de apoio à sua reeleição, também foi um fator relevante.
O senador Pacheco ocupa a segunda posição nas pesquisas de intenção de voto em Minas Gerais, ficando atrás do senador Cleitinho Azevedo. Recebe o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), deve compor sua chapa como candidata ao Senado.
A candidatura de Cleitinho Azevedo ainda enfrenta incertezas, mas pode obter o apoio do senador Flávio Bolsonaro, o que poderia intensificar a polarização política no estado. Outros nomes na disputa incluem o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), e o próprio governador Mateus Simões.









