Nesta quarta-feira, 2 de abril de 2025, o Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou uma resolução que condena Israel, acusando o país de violações de direitos humanos e ações ilegais, enquanto nega seu direito de autodefesa contra ataques terroristas originados em territórios sob seu controle. Intitulada “Situação dos Direitos Humanos no Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, e a Obrigação de Garantir Responsabilidade e Justiça”, a medida foi votada por 27 a 4, com 16 abstenções, sendo rejeitada por República Tcheca, Alemanha, Etiópia e Macedônia do Norte.
O documento, de nove páginas, classifica toda a presença israelense na Judeia, Samaria e Jerusalém Oriental como “ilegal” e afirma que o Artigo 51 da Carta da ONU, que garante o direito à autodefesa, não se aplica a ameaças de territórios controlados por Israel, como Gaza, Judeia e Samaria. Ele critica o suposto tratamento de prisioneiros palestinos, incluindo a prisão de menores, mesmo quando envolvidos em ataques violentos, alegando violação da Convenção dos Direitos da Criança. No entanto, não condena o Hamas ou outros grupos em Gaza por sequestrar, torturar ou assassinar reféns israelenses, incluindo crianças.
Apenas dois parágrafos mencionam ataques contra civis israelenses, o massacre de 7 de outubro de 2023 e o lançamento de foguetes, sem citar o Hamas ou condenar diretamente a tomada de reféns, limitando-se a pedir sua libertação imediata e acesso humanitário. Crimes sexuais atribuídos a Israel são destacados, mas os cometidos contra vítimas israelenses em 7 de outubro e reféns são omitidos.
De acordo com o Arutz Sheva, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Oren Marmorstein, classificou a resolução como “propaganda do Hamas”. “O Conselho de Direitos Humanos da ONU, também conhecido como Ministério da Propaganda do Hamas, produziu mais uma resolução distorcida e falsa contra o Estado judaico”, afirmou. Ele criticou a ausência de menção aos crimes do Hamas, como o massacre de 7 de outubro e os 59 reféns ainda em cativeiro, chamando o texto de “coleção de mentiras infundadas promovidas por um órgão tendencioso e anti-Israel”. Marmorstein agradeceu os países que não apoiaram a resolução e questionou a legitimidade do Conselho: “Se alguém ainda se pergunta por que essa instituição distorcida deve deixar de existir, hoje recebeu uma resposta clara.”