Os aeroportos de São Paulo, Congonhas e Guarulhos, enfrentaram graves prejuízos operacionais nesta sexta-feira, 10. A situação se intensificou com o cancelamento de 16 voos até o início da manhã, impactando todo o estado.
Segundo a Revista Oeste, o problema teve origem em uma falha técnica ocorrida na quinta-feira, 9, no Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste. Controladores relataram odores de queimado e avistaram fumaça na zona sul da capital.
A interrupção total de pousos e decolagens, que durou aproximadamente uma hora, gerou um efeito cascata em toda a aviação nacional. O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas Faierstein, esclareceu que a evacuação do centro de controle foi uma medida preventiva, sem indícios de incêndio ou falha elétrica dentro da torre.
A Revista Oeste revelou que o incidente foi classificado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) como um “problema técnico operacional”, afetando o Controle de Aproximação de São Paulo e travando as autorizações de voo na região metropolitana.
Para minimizar os impactos aos passageiros, as companhias aéreas receberam autorização especial do Decea para operar o Aeroporto de Congonhas até a meia-noite da quinta-feira, liberando aeronaves retidas e auxiliando viajantes presos nos saguões.
A Anac está monitorando as rotas afetadas e o número de passageiros impactados, acionando protocolos de crise para avaliar possíveis novos atrasos no fim de semana. O governo federal, em colaboração com as concessionárias Aena e GRU Airport, busca normalizar as operações.
