O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou nesta quinta-feira, 9, a cassação definitiva do mandato do deputado estadual Renan Bekel (Republicanos-RR). A decisão foi tomada por unanimidade entre os ministros do TSE, rejeitando o recurso apresentado pelo parlamentar.
Segundo a Revista Oeste, o caso surgiu a partir de acusações de que Bekel promoveu a compra de votos durante as eleições de 2018. A multa de R$ 53 mil, imposta anteriormente pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), foi mantida pelo TSE.
O ministro Villas Bôas Cueva, relator do caso, destacou a robustez das provas apresentadas. Ele apontou um esquema complexo de captação ilícita de sufrágio, evidenciado por um monitoramento contínuo de eleitores antes de repasses financeiros.
A investigação do Ministério Público Eleitoral revelou uma estrutura organizada, com “líderes” e “liderados”, onde os votos eram negociados por valores pré-definidos. Cabos eleitorais recebiam R$ 250 para formar grupos, enquanto cada eleitor recebia R$ 100 para votar no candidato.
Cada pagamento era precedido por auditorias internas, com a equipe de campanha realizando ligações simulando pesquisas de intenção de voto. O dinheiro só era entregue após a confirmação da escolha do eleitor por Renan Bekel.
A Justiça Eleitoral negou que os valores pagos fossem ajuda de custo de campanha. O ministro Villas Bôas Cueva considerou que a estrutura visava comprometer a igualdade entre os candidatos e a liberdade de escolha dos eleitores.
Renan Bekel foi condenado unânimemente no TRE-RR e tentou reverter a decisão no TSE, contestando tanto a cassação quanto a multa. A defesa argumentou sobre a fragilidade das provas e negou a participação direta do deputado, mas o Tribunal rejeitou os argumentos.









