O governo americano implementou, na segunda-feira (13), um bloqueio naval contra o Irã, marcando uma escalada no conflito no Oriente Médio. A medida, anunciada no final de semana anterior, ocorre em meio a um cessar-fogo temporário vigente na região.
Segundo a Gazeta do Povo, o Comando Central dos EUA (Centcom) comunicou que o bloqueio abrange todo o tráfego marítimo com origem ou destino em portos iranianos. O presidente Donald Trump também anunciou que a operação se estenderá ao Estreito de Ormuz, com missões de varredura de minas e controle da navegação.
A operação envolve a presença de pelo menos 15 navios militares dos Estados Unidos na área, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln e 11 destróieres. Como reportado pela Gazeta do Povo, essas embarcações formam a base do bloqueio naval.
A estratégia de execução do bloqueio consiste na interceptação de embarcações suspeitas no mar. A Marinha dos EUA poderá abordar e inspecionar navios, ou até mesmo detê-los caso identifique ligações com portos ou interesses iranianos.
Conforme apurou a Gazeta do Povo, essa tática se baseia na “lei de presas”, que permite a apreensão de navios que contribuem para o esforço econômico ou militar de um país sob bloqueio. O analista e ex-capitão da Marinha dos EUA, Carl Schuster, estima que dois destróieres podem interceptar até seis navios por dia.
A Gazeta do Povo também informou que navios que partem de portos iranianos, se dirigem ao país persa ou pagam taxas ao Irã para transitar pelo Estreito de Ormuz, estarão sujeitos à interceptação.
Unidades da Marinha dos EUA também realizarão patrulhamento e remoção de minas na região do Ormuz, buscando ampliar o monitoramento e a capacidade de resposta das forças americanas a possíveis violações do bloqueio.









