O ex-governador Romeu Zema (Novo) confrontou as acusações de que teria recebido favores do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao programa “Conversa com Augusto Nunes”, Zema negou ter se submetido à decisão da Corte em troca de benefícios para as finanças de Minas Gerais.
“Acreditava que o ministro havia tomado a decisão com base na Constituição e na lei”, afirmou. “No entanto, pelas declarações recentes dele, parece que houve um favor prestado a mim ou ao estado que eu desconhecia.”
A controvérsia se intensificou após Mendes classificar Zema como oportunista, alegando que o ex-governador utiliza o Judiciário como proteção fiscal enquanto o ataca publicamente. Para o pré-candidato à Presidência, uma sentença judicial adequada não acarreta consequências políticas ou obrigações financeiras para o governo.
Segundo a Revista Oeste, Zema também criticou o estilo de vida da magistratura em Brasília, apontando um abismo entre a realidade dos ministros e a do cidadão comum. Ele ressaltou a percepção de que os membros do Judiciário perderam o contato com a realidade de quem trabalha com salários modestos e utiliza transporte público. O ex-governador descreveu a situação como uma “farra dos intocáveis” e defendeu uma reforma na transparência das autoridades.
O político defende a necessidade de um “choque moral” para restaurar a ordem, propondo a exposição total das agendas e gastos de figuras públicas. Ele acredita que essa medida ajudará a combater uma casta que se desconectou das necessidades da população brasileira.
Zema pretende focar sua campanha no combate ao gasto excessivo com a máquina estatal em Brasília, enfatizando a necessidade de inverter a lógica do serviço público. Ele aposta na indignação popular contra o Judiciário para obter apoio na eleição de outubro, prometendo uma gestão técnica e livre de influências de tribunais superiores.
“É preciso mudar esse governo, que gasta muito em Brasília e pouco no Brasil”, concluiu Zema, denunciando o que considera ativismo judicial e o uso da máquina estatal para fins passageiros.









