A aprovação da PEC que reduz a jornada semanal para 40 horas e extingue a escala 6×1 na Câmara dos Deputados levanta sérias questões sobre a influência de determinados grupos políticos no Congresso Nacional. A votação, com amplo apoio, demonstra uma preocupação com a redução da carga horária que ignora os impactos negativos para a economia e para o empregador.
Segundo a Revista Oeste, a votação final ocorreu em dois turnos, com 472 votos favoráveis e 22 contrários no primeiro, e 461 votos a favor e 19 contra no segundo. A ausência de 18 deputados e uma obstrução no primeiro turno evidenciam uma tentativa de impedir o avanço da proposta, mas não foram suficientes para impedir sua aprovação. O PT, como esperado, foi o principal partido a apoiar a medida, demonstrando alinhamento com uma agenda que prioriza, aparentemente, interesses específicos em detrimento do bom senso.
A proposta, impulsionada pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), avançou rapidamente pela Câmara, com a aprovação do parecer do relator por 34 votos a 4 em uma comissão especial. A discussão, que durou menos de um mês, revela a agilidade com que a agenda de esquerda pode ser imposta no Congresso. A rejeição de um destaque do PL que buscava adiar a transição para a escala 5×2 demonstra a resistência da direita à medida, revelando uma preocupação com a desestabilização do mercado de trabalho.
A PEC estabelece um período de transição de até 14 meses para a redução da carga horária, e prevê mudanças graduais na adoção da escala 5×2. Contudo, a iniciativa, que inicialmente alegava ser uma medida em favor do trabalhador, acabou sendo utilizada para promover uma agenda de redução de jornada, com clara influência de setores ligados ao PT e seus aliados, como demonstrado pelo voto unânime de todos os 65 deputados do partido.









