Reprodução/Instagram/Bruna Damaris

A saga de Bruna Damaris, de 26 anos, que passou 42 horas à deriva no mar, expõe uma grave falha de segurança e a necessidade de maior fiscalização nas atividades náuticas. A jovem foi encontrada em estado crítico, clamando por ajuda, e o caso levanta questões sobre a segurança dos esportes aquáticos e a responsabilidade dos operadores.

Bruna e seu amigo, Dheorge Pereira Bernardino, embarcaram em uma moto aquática em uma festa na praia de Ponta das Canas, em Ilhabela, e desapareceram. A ausência de um plano de resgate claro e a demora nas buscas, apesar dos relatos de amigos, são motivos de preocupação. Como apurou a Gazeta do Povo, a falta de coordenação entre as equipes de busca e o tempo de resposta foram fatores cruciais para o agravamento do quadro de Bruna.

Após ser localizada por pescadores, Bruna foi levada ao Hospital Municipal Governador Mário Covas Júnior, apresentando hipotermia e fortes dores. Apesar do quadro estável, segundo o último boletim médico, a recuperação da jovem é incerta, e a busca por Dheorge continua sem sucesso. O achado de um colete salva-vidas próximo à Ilha de Búzios, a cerca de 16 quilômetros da costa, intensifica o temor pela vida do amigo desaparecido.

A perícia da moto aquática, que apresentava problemas mecânicos antes de afundar, está em andamento para determinar as causas exatas do acidente. O delegado Caio Nunes de Miranda ressaltou que a embarcação parou no meio do mar e apagou, mas a falta de protocolos de segurança e a inadequação da embarcação para as condições do mar contribuíram para o desfecho trágico. A busca por Dheorge representa um apelo urgente à comunidade e às autoridades competentes.

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