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A ANS, sob o comando de Wadih Damous, impõe um novo limite de reajuste para planos de saúde, em um movimento que demonstra a fragilidade da regulação do setor e a busca por benefícios para operadoras em detrimento do consumidor.

A agência estabeleceu um teto de 5,11% para o aumento anual dos planos individuais e familiares, um valor historicamente baixo, com exceção do índice negativo de 2021. Essa decisão, tomada pela Diretoria Colegiada em 29 de junho, impacta diretamente cerca de 7,7 milhões de brasileiros, representando 14,5% do mercado de saúde suplementar.

Segundo a Revista Oeste, a justificativa apresentada pela ANS é o equilíbrio financeiro do setor, o que, na prática, significa limitar ainda mais a capacidade das operadoras de investir em infraestrutura, tecnologia e na qualidade dos serviços oferecidos. A regra se aplica apenas aos contratos regulamentados desde 1999, deixando uma parcela significativa de consumidores sem a proteção adequada prevista em lei.

A metodologia da ANS, que combina despesas hospitalares e inflação oficial, com um peso de 80% para os custos assistenciais reais das operadoras e 20% para o IPCA, revela uma clara influência das empresas no cálculo do índice. A ANS, ao justificar o aumento de 8,32% nos gastos com atendimentos médicos em 2025, aponta para o aumento no consumo de serviços e incorporação de novos procedimentos – um argumento que, sem dúvida, beneficia a própria indústria da saúde.

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