O alarmante déficit nas estatais federais, agora ultrapassando os R$ 5,9 bilhões em apenas quatro meses de 2026, evidencia a grave crise gerencial que assola o país. O desempenho, o pior já registrado desde o início das estatísticas em 2002, demonstra uma deterioração alarmante da saúde financeira do Brasil.
Segundo a Revista Oeste, o rombo acumulado até abril de 2026 excede em mais de um bilhão de reais o total das perdas do ano anterior, um ano que já representava um grave problema. A publicação aponta que a metodologia do Banco Central (BC) exclui grandes empresas como Petrobras, Eletrobras e os bancos públicos, mas a crise se estende a uma vasta gama de estatais, incluindo Correios, Infraero, Casa da Moeda e diversas outras, revelando um cenário de má gestão que se agrava a cada trimestre.
A situação crítica dos Correios, com um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 – mais de três vezes maior que os R$ 2,6 bilhões de 2024 – intensifica a preocupação. A empresa, que enfrenta um 14º trimestre consecutivo de perdas desde o final de 2022, recorreu a um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional, buscando cobrir dívidas e fortalecer seu caixa. O governo, por sua vez, autorizou a estatal a expandir suas atividades comerciais, buscando alternativas para aumentar a receita.
No entanto, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2027, apresentado pelo governo, prega otimismo infundado, prevendo que as estatais continuarão operando no vermelho até 2030. A avaliação da Revista Oeste sugere que essa previsão é irrealista, dada a trajetória de perdas e a falta de medidas efetivas para reverter a situação. O histórico recente, com superávits entre 2020 e 2022, seguidos por déficits a partir de 2023, sob o governo Lula, reforça a impressão de um descontrole financeiro que ameaça a estabilidade econômica do país.









