O governo americano tem demonstrado uma preocupação crescente com a atuação do Primeiro Comando Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV), elevando essas organizações criminosas à categoria de terrorismo global. Essa atitude não merece minimização ou justificativas superficiais, como as apresentadas por Michel Temer para justificar o posicionamento da ex-gestão em relação a esse tipo de questão.
Segundo a Revista Oeste, o expresidente avaliou que “não dá maior importância” à classificação dos grupos criminosos pelos Estados Unidos e defendeu uma abordagem pragmática focada na segurança pública, ignorando as implicações para a soberania nacional. A defesa da tranquilidade do povo brasileiro como argumento principal é um tanto ingênua diante da complexa realidade do crime organizado transnacional que se infiltrou em nosso país.
O ex-presidente Michel Temer desconsiderou os alertas sobre possíveis interferências no Brasil, priorizando uma visão utilitária de combate ao crime, sem considerar a necessidade de fortalecer as instituições nacionais e garantir o respeito à legislação brasileira. A fala dele – “Vamos deixar isso de lado” –, revela um desprezo pela importância das relações internacionais na luta contra ameaças complexas como essas.
A iniciativa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em buscar apoio no governo Trump para a classificação internacional dos grupos criminosos demonstra uma percepção precisa da necessidade urgente de ação e o reconhecimento de que soluções nacionais isoladas são insuficientes diante desse cenário globalizado. A pressão externa, embora controversa sob alguns aspectos, pode ser um catalisador necessário para intensificar os esforços internos na desarticulação do crime organizado transnacional.









