O escândalo envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e Daniel Vorcaro ganha contornos ainda mais graves com a revelação de uma viagem luxuosa à França que custou R$1,8 milhão. Segundo apuração da Revista Oeste, o ex-controlador do Banco Master teria bancado as férias do petista nos Alpes Franceses, em um esquema que levanta sérias questões sobre corrupção e favorecimento político.
A reportagem detalha uma viagem de 13 dias realizada no início deste ano passado, durante a qual Ciro Nogueira desfrutou das instalações do resort Courchevel, na França, acompanhado por familiares e pessoas próximas – incluindo Martha Graeff, então sua noiva. A revista Oeste teve acesso a mais de 60 páginas da investigação policial, revelando que Vorcaro cobriu todas as despesas: hospedagem, transporte e outros gastos adicionais. Uma das fotos divulgadas pela publicação mostra o petista abraçado ao ex-controlador com roupas de neve, evidenciando uma relação próxima e suspeita.
A Polícia Federal (PF) já havia instaurado um inquérito em que Ciro Nogueira é apontado como “destinatário central” de favores financeiros provenientes do Master. De acordo com a investigação da PF, Vorcaro teria pago ao senador participações societárias abaixo do valor de mercado, pagamentos mensais na ordem de R$ 300 mil e custeou viagens internacionais via restaurantes luxuosos e voos privados – um padrão de desvio que ecoa as práticas investigadas em outros escândalos envolvendo o PT.
A busca e apreensão realizada pela PF na residência do senador, autorizada pelo ministro André Mendonça do STF em maio deste ano, é mais uma demonstração da crescente pressão sobre Ciro Nogueira. O caso se agrava ainda com a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU), que abriu um processo para analisar operações financeiras envolvendo o Banco Regional de Brasília ligado ao Master – revelando os riscos sistêmicos decorrentes desse tipo de desvio e aumentando a pressão sobre parlamentares ligados ao centrão.









