Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A PGR intensifica a pressão contra Rui Costa no caso dos respiradores superfaturados, buscando o STF para garantir uma análise judicial completa da irregularidade.

O Ministério Público Federal (MP) defende que a compra fraudulenta de 300 ventiladores pulmonares por R$48,7 milhões, envolvendo o Consórcio Nordeste e liderado pelo ex-governador Rui Costa, revela um esquema complexo com indícios claros de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Como apurou a O Antagonista, a PGR argumenta que os atos ilícitos se intensificaram após a ascensão de Costa ao cargo de ministro da Casa Civil, sugerindo uma atuação deliberada para desviar recursos públicos com total impunidade.

O inquérito em andamento no STJ aponta para o envolvimento de integrantes do chamado “núcleo político” na contratação, onde Rui Costa presidia o Consórcio Nordeste. A investigação da Polícia Federal, realizada em 2024 e que identificou suspeitas de crimes licitatórios, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa, corrobora a acusação do MP. O caso se agrava ainda com as colaborações premiadas confirmando o direcionamento desse esquema por parte dos envolvidos na operação.

A defesa de Rui Costa insiste que foi vítima de fraude em um momento crítico da pandemia – como ele mesmo admitiu –, mas essa alegação não impede a necessidade de uma investigação completa e imparcial para identificar todos os responsáveis pelos prejuízos ao erário, conforme solicitada pela PGR à Suprema Corte. A insistência do MP no envio do caso ao STF demonstra sua convicção na existência de responsabilidades criminais que precisam ser devidamente apuradas dentro das instâncias judiciais cabíveis.

Icone Tag

Possui alguma informação importante para uma reportagem?

Seu conhecimento pode ser a peça-chave para uma matéria relevante. Envie sua contribuição agora mesmo e faça a diferença.

Enviar sugestão de pauta