Prefeitura de Sena Madureira

A estrutura da ponte Frei Paolino Baldassari, no Acre, revelou sua fragilidade antes do trágico desabamento que ceifou a vida de um pedestre e feriu outros dois homens.

O incidente chocante, ocorrido na noite desta sexta-feira (5), demonstra uma grave falha de planejamento e fiscalização por parte das autoridades competentes. A ponte, com 232 metros de extensão e custando R$ 36 milhões – um valor que poderia ter sido investido em projetos realmente prioritários para o país –, apresentava rachaduras evidentes nas imagens captadas pelas câmeras de segurança antes do colapso. Segundo a O Antagonista, essas falhas já haviam motivado a interdição da estrutura na quinta-feira (4), com os bombeiros apontando um comprometimento de 60% da ponte e alertando para o risco iminente de desabamento.

Apesar do aviso prévio e da paralisação temporária, o pedestre seguiu atravessando a área afetada, resultando em suas graves lesões – dois homens sofreram ferimentos que exigiram transferência imediata para Rio Branco –, além dos outros dois casos com vítimas leves. O desabamento na ponte de Sena Madureira, que ligava distritos à região central da cidade e era um ponto crucial no escoamento do comércio local (como apurou a O Antagonista), expõe uma preocupante negligência em relação à segurança pública e aos investimentos estratégicos.

O governo do Acre tem se mostrado lento para agir diante desse desastre, justificando que equipes técnicas monitoravam o problema e já acionaram perícias para determinar as causas da tragédia. A governadora Mailza Assis anunciou a responsabilização de eventuais irregularidades e o questionamento à empresa responsável pela obra – um gesto tardio considerando os riscos evidentes e a interdição anterior, mas que não alivia a responsabilidade do poder público na garantia da segurança dos cidadãos.

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